QUEM FOI KAREN HORNEY

Karen Horney (1885- 1952) foi uma médica psicanalista, nascida e formada, como médica e psicanalista, na Alemanha. Em 1932 se estabeleceu nos Estado Unidos. Teve uma formação Freudiana. Contudo, criticou a forma como era visto o desenvolvimento feminino na época. Sustentava que o desenvolvimento da personalidade resulta da interação de forças biológicas e psicossociais que são singulares para cada pessoa. E que a diferença entre gêneros se manifestava a partir das diferenças na educação e socialização, não em termos apenas biológicos, como se era defendido na época.
Em contraposição às crenças de Freud, Horney acreditava no fenômeno que nomeou de “inveja do ventre”, que seria inveja da capacidade das mulheres de criar e desenvolver a vida. E que a “inveja do pênis” proposta por Freud, era melhor explicada como uma inveja pelo poder e os privilégios masculinos da época.
Acreditava que a experiência do bebê com a ansiedade básica (sentimento de isolamento e desamparo da criança diante de um mundo potencialmente hostil), era uma das condições primárias pelo desenvolvimento das posteriores neuroses.
Sua crítica, no desenvolvimento de suas teorias, a conceitos Freudianos, como libido, pulsão de morte e ao complexo de édipo, que acreditava ser explicado de forma mais adequada pelas condições sociais e culturais, lhe custou sua expulsão do Instituto Psicanalítico de Nova York. Então junto com outros dissidentes, ela fundou o American Journal of Psychoanalysis e o Instituto Americano para a Psicanálise.

Colaboração: Bárbara F. Rodrigues, Membro Associado do ESIPP.