O ANO DE 2020

2020 mexeu. Remexeu. Desacomodou. Incomodou.
Ainda que seja um ano que muitos desejariam esquecer, ele carrega a marca do inesquecível: pelo que evocou de dor e/ou pelo que despertou de força.
Nos confinou, ao mesmo tempo em que escancarou: nossa fragilidade, vulnerabilidade, impotência, mortalidade. Nossos conflitos.
Nos confinou, pôs a prova nosso desejo de estar junto, mobilizando nossos recursos, nossa criatividade, nossa união – demos muitos jeitos de dizer a quem amamos, o quanto os amamos.

2020 não foi um ano fácil.
Muitos anos se passaram dentro de um ano – ainda que só dentro de nós. Muitas emoções, oscilações, ansiedades, frustrações. Muito de um tudo. Foi preciso, num mesmo tempo, contar com quem gostamos e estar presente, emocionalmente, pra quem amamos.

Que isso permaneça. Que a união, a potência e o afeto despertados nesse ano sigam nos movendo.
E que as ressignificações possam chegar, com calma, no ano que está por vir.
Fácil passou longe de ser a palavra de 2020, mas passa a ser menos difícil quando temos com quem e como compartilhar. E que possamos seguir, sempre cuidando uns dos outros. Em qualquer lugar. Reinventando com o que nos sustenta: o afeto.

Autora: Moema Linkiwcz, Membro Associado do ESIPP.

 

Feliz 2021!
Cuidem-se.